terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cada segundo

Quem dita as regras do mundo em que vivemos?
Da sociedade que seguimos?
Da cidade em que moramos?

Quem diz que as coisas tem que ser como são, e não podem ser diferentes?

E quem disse que pensar dessa forma é ser revolucionário?

Por que as pessoas se preocupam tanto em ser diferentes?
Por que elas procuram tanto se destacarem e fazer uma diferença enorme?

Porque é a regra do mundo de hoje.
Ser um ser humano no planeta, não basta. Precisa ser maior. Ser grande! Ser amado e aclamado!

Não basta sorrir. Não basta viver. Não basta estar bem consigo mesmo.
Elas precisam estar por cima de outras pessoas! Precisam apontar para certos indivíduos e dizer "Sou melhor que você!"

Passei um fim de semana e um feriado tão maravilhosamente gostoso! E tudo que fiz, foi me cansar, causar uma dor monstruosa em mim mesmo e ouvir o barulho da chuva, ao lado de uma pessoa que não é de falar muitas palavras, e que nem precisa.
Ri das coisas mais bestas e sem importância, mas ri. Observei folhas sendo levadas pelo vento. Chorei por tocar uma música que mexe muito comigo.
Cada segundo desses dias, tem uma importância magnífica para mim. Pois faz parte da minha vida! Está sendo escrito no prontuário da minha vida. E me pergunto quais são os valores das pessoas hoje.
Mostrar o que tem, o que podem, o que fazem, o que são. Sempre mostrar, mostrar e mostrar. Não podem fazer algo, ser algo, sem mostrar para todo mundo.

Eu já fui muito errado, com relação a isso, admito. E MUITO errado. Mas hoje, não compartilhando mais daquele pensamento passado, vejo, entendo e não entendo qual a necessidade das pessoas de se sentirem maiores. De sempre precisarem provar para si mesmas que elas são melhores que outras pessoas.

Sem perceber, que com isso, desperdiçam tanto tempo de suas vidas, deixando de viverem coisas únicas. Pois sabemos que não existe um momento igual ao outro. Todo momento é único.

Cada segundo não tem volta.

Tem gente que se vicia em pessimismo.
Tem gente que se vicia em consumismo.
Tem gente que se vicia em filmes/livros de auto-ajuda.
Tem gente que se vicia em drogas.
Tem gente que se vicia em ser orgulhoso(a).

Mas não sabem que tudo em excesso, é prejudicial.
Aliás, até sabem. Mas não querem enxergar.

Cada segundo, meus amigos...
Cada segundo, não tem volta.





Cada segundo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O poder das palavras

Eu me pego pensando inúmeras vezes ao dia, se devo dizer coisas que surgem na minha cabeça.
Me questiono se estou correto ou se estou errado naquilo que estou pensando e concluindo um pensamento. E então, eu lembro do quanto já sofri por temer. Do quanto eu me consumi, por não querer expor o que se passa.
Pois nem mesmo agora quero expor mais do que eu posso. A questão é que eu não tenho mais medo de que me vejam. Que saibam.
Não faço questão que saibam. Mas se souberem, não sofrerei com isso.

Algumas pessoas acham que podem falar o que quiser, na hora que quiser, para quem quiser. Como se fossem donas de toda e qualquer razão.

E sempre achei que eu era uma pessoa estranha, por não me ver assim. Por ter sempre o silêncio ao meu lado, evitando de falar qualquer coisa indevida. Ou fazer qualquer coisa indevida.

Mas eu falei.
E eu fiz.

Consequências de atitudes erradas. Inconsequente. Irresponsável.

Fui o que eu tinha medo de ser, quando era criança.
Sou o que eu admirava demais, quando era criança.
Minha felicidade consiste em coisas mais do que simples. São coisas até bobas. Mas que são capazes de me fazer sorrir.
Me fazem ser capaz de retribuir cada gesto e sorriso gerado.
Tem horas que parece que minha alma foi lavada, assim como quando se lava uma roupa toda suja de barro.
Era tanta coisa... tanta coisa impregnada em mim, que eu não conseguia desvincular... desfazer... e com o tempo, tudo isso foi embora. E rancor... mágoa... tristezas... simplesmente, deixaram de existir.
Eu sempre achei que eu era uma pessoa má. Que sentimentos assim nunca me deixariam. Como se eu os cultivasse. E não tinha esperança de melhora.

Mas algumas coisas aconteceram... e eis-me aqui. Desta forma. Deste modo.
Sendo algo que eu quase desconheço. Pois nunca me reconheci dessa forma. Capaz de dizer mil palavras, num único olhar.

E embora ainda tenha vontade de "fugir" para Machu Picchu, ou de ter um casal de furões, o que trago comigo são coisas boas.
O tanto que sangrei e suei nos meses que se passaram, eu não imaginava ser capaz de sobreviver. Mas aqui estou. E tendo vivido isso, só penso em uma coisa:

Ir além.
Ir em frente.
Seguir meu caminho.


Meu coração e minha alma sorriem.
Sinto-me bem, afinal.

Encontrei a paz que tanto procurei na vida. Ao menos, um pedacinho dela.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

31 dias


Quanto vale um dia?
O que se pode fazer em uma hora?
Quanto tempo dura uma música?

O que você precisa para ser feliz, necessita de quanto tempo?
Aquilo que realmente te faz feliz, vem daqui a quanto tempo?
O que é o tempo para você?


Aprendi com o tempo, que o tal tempo é senhor de tudo.
Que tempo passa rápido quando é bom
Que tempo passa devagar quando é ruim
E que o tempo passa como precisa passar

Uma nova vida pode surgir em pouco tempo
Uma nova vida pode começar depois de nove meses
Uma vida pode acabar em segundos
E seria possível uma vida começar depois de 24 anos?

Não seria. É.

Ontem, dia 16 de outubro de 2011, fez-se um mês, oficialmente, de que algo maravilhoso aconteceu em minha vida.
Mas na verdade mesmo, já acontecia antes.

Eu dizia que um relacionamento real, carece de dois indivíduos que sejam completos, para que ao se juntarem, integrem-se um ao outro. E não COMPLETEM-SE.
Bem... levou meses para eu me completar. Meses que pareceram uma eternidade. Mas por fim, cheguei onde jamais imaginava ser capaz.

E nessa nova jornada, surgiu alguém. Alguém que eu não imaginava que estaria ao meu lado um dia.
Alguém que estava ali. Que sabia. Que via. E que não se aproveitou das minhas fraquezas. Ela as aceitou.
Que não usou a fúria das minhas feridas. Ela as curou.
Que não usou dos meus medos para me prender. Ela os entendeu e me ajudou.
Que enxugou minhas lágrimas, não para se aproximar de mim. Mas porque se importava. Porque se importa.
Alguém com um passado tão marcado quanto o meu.
Alguém que veio do mesmo lugar que eu.
Dona de um sorriso tão sincero e verdadeiro, que não pode ser comprado com presentes ou dinheiro.
Seu olhar diz-me mil páginas de um livro que eu desconhecia, chamado: Felicidade.
Não que antes eu não tenha estado feliz. Claro que já havia.
Mas isto é diferente. É mais do que sincero, é mais do que simples. É forte. É novo. É imenso e maravilhoso. É algo que eu não imaginava ser capaz de sentir. E esta pequena garotinha mostrou-me todo um novo mundo.

Eu tinha planos de seguir viagem sozinho.

Hoje, eu tenho planos de me casar.

As pessoas mudam. Todos podem mudar. Eu acredito que qualquer um seja capaz de mudar, sempre procurando ser alguém melhor.
E eu só quero o melhor para minha e sua vida.

Para nossa vida.


Feliz um mês de namoro, Luciana.

Eu te amo!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Idiota idealização


Muitos anos depois, pude olhar por um ângulo diferente do que sempre vi.
Do que eu sempre quis ver. E não quis ver diferente.
Pois por muitos anos, idealizei alguém que não era o que eu me recordava ser.

Não que isso seja culpa tua. Ou que isso seja errado. Simplesmente, não era a pessoa que me lembrava ser.
Foi preciso que eu errasse muito e muitas vezes. Eu precisava lutar ao máximo. Dar todo meu sangue, meu esforço, até tudo se esgotar. Até já não haver mais forças em mim. Foi preciso.
Para eu perceber o quanto minha atenção era desprezada.
O quanto meu interesse era ignorado.

E o quanto minha companhia já não era mais necessária.
Idealizava uma pessoa carinhosa. Atenciosa.
Mas levou muito tempo para eu entender que aquilo... aquilo não era real.
Era o que havia em minha mente. O que eu imaginava ser.
Mas eu me esgotei. Eu me acabei. E me entreguei.

Aos poucos, com o passar do tempo, fui me reconquistando, para que eu me aceitasse como eu sou.
Fui me reconstruindo, para ser alguém novamente.
Precisei de muito mais esforço ainda para voltar a ser eu novamente.

E então, quando eu não podia imaginar, um sorriso surgiu.
E não me refiro ao meu. Mas ao teu.
Quando você apareceu, rindo freneticamente, demonstrando seu nervosismo por estar falando comigo. Nervosismo que compartilhei com você.
Sem me prometer nada, sem me trazer nada, além da sua companhia, sua humildade, atenção e sinceridade... você apareceu.
E sem mover montanhas, sem fazer declarações Hollywoodianas ou dando para mim, mais do que curtos beijos, você me fez ver algo diferente.

Entre tantos olhares... tantos olhares perdidos... inclusive o meu... perdido ao lado de alguém, esperando o de outra pessoa... o teu me chamava a atenção. E eu não entendia o motivo. Não conseguia explicar para mim mesmo a razão de errar meus passos, embramar meus pensamentos e suar minhas mãos, quando via teu olhar. Cruzando com o meu.
Quando a rejeição vinha para mim por todos os lados... de pessoas que eu não esperava... a aceitação e compreensão, acompanhada de carinho, veio de alguém que eu também não esperava.
E junto disto, veio a sinceridade. Que de seu modo simples e encantador, abriu o livro da minha vida, fechado e trancado, tão bem trancado, que nem mesmo eu podia me lembrar do que havia ali. De quem eu era. Do que eu queria.
Um simples sorriso... um simples olhar... que não é um simples olhar... e eu sabia que não era a toa que estávamos frente a frente, finalmente.
Você se interessava pelo o que eu escrevia. E não apenas dizia "É bom.". Mas argumentava. Conversava. Dialogava. E sem que eu precisasse implorar sua atenção, ou abaixar minha cabeça, para ser aceito diante de um orgulho imbecil.

Não.

Você apenas me ouvia. Falava. Compreendíamos. E tudo fazia mais sentido a cada final de frase, em que um ponto final NUNCA era um ponto final.

Tivemos nossas músicas de nossos momentos. Nos emocionamos e compartilhamos. Compartilhamos uma felicidade mútua.
Junto de um respeito incrivelmente apaixonante. E me inspirou a buscar o melhor homem que eu posso ser. Que eu jamais fui. Que sou agora. Que você sabe.
Que você me fez ver ser capaz de ser.

Não temos uma história de anos.
Não nos conhecemos enquanto impedíamos a destruição da Terra.
Não fizemos juras de amor (até aquele momento, pelo menos).
Você não veio correndo aos meus braços, enquanto caia uma chuva ou com o por-do-sol nos acompanhando, quando nos vimos pela primeira vez.
Nosso encontro não foi nada cinematográfico.


Ele foi real.


Seus olhos, com uma leve maquiagem escura, me revelaram alguém feliz. Alguém com todo prazer do mundo em estar viva. E me contaminou com sua alegria.
Tão singelo sorriso vale mais que milhões de dólares na minha conta bancária.
Nada vale mais do que teu bem estar.

Eu não imaginava passar pelo que passei e ser o que sou hoje.
Mas imaginava menos ainda que felicidade tão grande e real existisse.

Eu cortei as plantas do meu passado. As ruins que restavam no meu jardim.
Mas hoje, eu arranco fora as raízes daquelas que insistiam em permanecerem no meu solo.

Sem rancores. Sem mágoas.
Apenas retribuo o desdenho e a indiferença que me deram de presente. Presente de grego.

Porque eu tive uma idiota idealização.
E tudo o que eu não idealizava, descobri, eu, que era tudo o que eu precisava.

Depois de quase 10 anos, sorrio de verdade. Sem medos. Sem receios. Apenas eu. Eu de verdade.



Luciana Gobo.

Encontrei minha verdade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Meu anjo

"Angel cried last night; it was something in her dreams,
Carving pictures on her bedroom wall, she wonders what it means,
But gets by inside by saying it's not real,
There's no reason to confuse myself no matter what it seems.
Angel lied last night to amputate her fears,
With no question she exhumes herself from possibilities.
Close your eyes it's fine by saying it's not real,
There's no reason to forgive myself no matter what it seems.
And if I could grow some wings I'd fly away home..."

domingo, 18 de setembro de 2011

Simplicidade

As coisas simples me alegram

E não preciso de muito para sorrir

Mas preciso que seja verdadeiro

E tão simples

Que é simples assim.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Quem é o primeiro e quem é o último para você?

Percorremos os mesmos trilhos, com propósitos distintos e mudanças aleatórias.Encontramos peregrinos, nos encontramos e somos desviados para além dos trilhos, onde nos perdemos e posteriormente nos achamos novamente, fechando este ciclo.

Neste caminho há três tipos de viajantes; apressados, medianos e vagarosos.

Aos apressados : Os primeiros a caminhar e os primeiros a ter uma oportunidade de contemplação.Sentir os mais diferenciados aromas e observar paisagens, porém estes só pensam em concluir teu caminho, e são os primeiros a desviar-se do mesmo.

Aos medianos: Ora são apressados, ora são vagarosos, depende da onda em que estão, entende ?.

Aos vagarosos: São os que contemplam o que o apressado não enxergou, são os que sentem o que o mediano perdeu,mudando assim totalmente suas escolhas e atitudes.Assim concluimos, os primeiros jamais serão primeiros e os ultimos jamais serão os ultimos.

E você ? O que deixará para teu companheiro de viagem que está vindo ?



Texto por: Marcelo Rinaldi