sexta-feira, 16 de julho de 2010


E uma única coisa pra dizer:


Imbecil.

Você é um completo imbecil, Ricardo Menezes Severino.


Vou me refugiar por uns dias no meu canto de silêncio e paz.


Meu corpo ainda vai estar reagindo ao mundo.

Mas só a carne. Minha alma estará longe de todos.


Queria eu conseguir encher a cara, rever pessoas que já tive alguma coisa, como se nunca houvesse acontecido nada...


Ah, espera ai! Isso não é normal.


To indo... tchau pra vocês...


Caso alguém dê um mínimo de importância pra isso... e eu acho que ninguém REALMENTE dá... manifeste-se. Comente qualquer bosta.


Querem salvar um amigo? A hora é agora.

Sabe de uma coisa?

Eu amo uma menina chamada Amanda!
Ela sempre me acolhe!
Ela me apoia.
Ela me ouve.
Ela não me deixa de lado.
Ela me zoa.
Ela me xinga.
Ela baba em mim.
Ela cospe em mim, quando bebada.
Ela Liga pra mim.
Ela quer saber de mim.
Ela me dá força.

Eu sempre acho que sou muito forte.
Eu só tenho forças, porque ela me dá.
Eu não sou um cara legal.
Eu não sou o tipo de pessoa maravilhosa ou perfeita.

Mas eu sei reconhecer alguém que realmente vale a pena.

E essa tal Amanda ai...
... ah, ela vale!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Viagem espiritual

Que neste momento, estou passando pela maior das viagens espirituais, para o fundo de minha própria essência, é a mais pura verdade.
As vezes, encontramos dispositivos que acionam esses sentimentos, fazendo com que a gente perceba, sinta e queira certas coisas.

No caso, uma mera banda
Um simples album
Pouco mais que 6 músicas
E fizeram eu me pegar pensando e sentindo
Sentido algo tão imenso, forte e inexplicável

Não estou dizendo POR INDIRETAS, que quero alguém
Que vou fazer algo errado

Estou sendo o mais sincero possível, que posso ser
É algo monstruosamente, gigante!
Não cabe dentro do meu peito

Parece que preenche todas minhas energias gastas
Mas faz eu repensar em toda minha vida
Em toda minha existência e em minha alma
Nas palavras proferidas
Nas coisas que fiz, deixei de fazer e penso em fazer
Em tudo

Toda essa coisa poética
E não na DRAMATIZAÇÃO de tudo

Sentir, perceber o quão real é
E não precisar ficar demonstrando com teatrinhos
Não precisar chorar na frente dos outros
Deixar as lágrimas extravasarem
Aqui, quieto, sozinho, no meu canto

E não reclamar da solidão que me abraça
Pois é dela que nós, aquarianos precisamos
Em muitas vezes. Em vários momentos.

Não somos pessoas que querem viver sozinhas
Mas somos pessoas que precisam ficar sozinhas por algum tempo

E tais notas e melodias me levam para um canto
Dentro de minha própria essência
De minha alma, minha mente, meu peito
Onde eu posso ficar um pouco sozinho

E como é capaz, uma música
Algumas músicas...

Serem tão efetivamente, poderosas assim?
Tão sinceras consigo mesmas
Tão sinceras comigo
E me faz encarar, que a vida não é tão bela assim
Mas que ainda vale a pena lutar por muitas coisas!

Coisas que me dão prazer!
Coisas que tem prazeres envolvidos em mim
E, apesar de estar quase nada sóbreo, devido à esta música
Ainda estou muito consciente, para saber que
Não preciso estar bebado ou drogado, para saber que sou mais
Mais do que eu imagino
Mais do que eu mereço ser
Mais do que eu quero ser
Mais do que pensam que sou

Não vou mentir, fui usado pouquíssimas vezes, nesta vida
Mas as poucas vezes, foram suficiente para me mostrar
O quão negra e maldita pode ser nossas noites

E isso deixou cicatrizes em mim
Em minha ALMA

Mas, ainda que toda marcada, está forte.
Tão mais forte do que eu poderia imaginar.
Mais forte que a carne do lado de fora.

Ela disse que abriu mão de muitas coisas por mim
De sonhos e oportunidades
Ultimamente, tenho aberto mão de muitas coisas também
Não vou mentir, dizendo que é por ela

É por mim.

Que acham que eu faço tudo em minha vida, em prol dos outros

Mas... eu percebi algo...

Eu existo.
Eu sou real.
Eu sou um ser humano.
Eu penso, crio e erro.

A carne é física e ocupa espaço.
Minha voz, não está só na minha cabeça. Ela ressoa no meu quarto.
Meus olhos veem o que realmente acontece. Não é um sonho.
E minha pele tem marcas de coisas que realmente aconteceram comigo.

Estou dentro de mim mesmo agora.
E eu vejo tudo tão diferente.
Vejo que sou real.
O mundo todo é real.

Acorda, Ricardo. Abra seus olhos.

http://www.youtube.com/watch?v=V1aJPEFtoNg

Acordem.
Leiam. Pensem.
ACORDEM!

ACORDEM!!!
Palavras são tão doces
Palavras as vezes são tão amargas
Pessoas as usam de todas as formas
E alguns "animais" não-humanos até tentam usa-las

Mas quando trata-se de algum sentimento
Um sentimento sem nome
Algo tão profundo e forte
Que não caiba em letras
Que seja tão enorme que não seja possível contê-lo

As palavras então, tornam-se inúteis

Algumas pessoas fazem uso de algumas artimanhas para isso
Umas mandam trechos de filmes
Outras mandam presentes
Algumas resolvem isso com gestos
Pequenos gestos de contato físico

Mas ainda assim, aquele sentimento não está completo
Está vazio e faltando algo
Aquilo que gostaria de dizer, não foi possível
E então, não há mais como nos expressar?



Então, algumas poucas notas surgem
No ar, calmas e cortantes
Pequenas lâminas, perigosamente afiadas
Que flutuam pelo ar, até tocar a nossa carne

Começando toda a operação, nos deixando surdos
Surdos para qualquer outro som no mundo

Nos deixa cegos
Pois a visão deixa de ter qualquer importância

O tato, este sim fica aguçado
Toda a pele do corpo arrepia
Estremece e enrigece

Não são todos os seres humanos, agraciados com isso
Pois alguns, tem tantos sentimentos, quanto uma porta de geladeira
Fria e sem coloração, assim como eles.

Alguns, só não querem admitir
Não dão bola para isso que acontece conosco
Mas existe. Dentro de cada um de nós.

Em alguns casos, ela não passa de notas
De sequências de melodias

Mas uma, vai mais profundo
Vai além da carne
E ao tocar nossos corações
As pequenas lâminas transformam-se em chaves
Tantas quanto necessário

E abre todas as portas trancadas de nossas almas.

Abre fechaduras
Destranca cadeados
Chega a arrombar portões

Para chegar no mais fundo de nossas almas
No mais íntimo, onde o medo de tudo, é o prazer do novo
Onde tudo que remetemos a algo bom
Trata-se de desejos instintivos e primordiais

Onde a razão não fala
Onde as palavras jamais conseguem chegar

Onde as mãos de ninguém consegue alcançar
E nenhum bisturi ou droga chega

E só existe uma coisa, inventada pelo homem
Capaz de tocar lá, no invisível interior de nós, homens e mulheres

Algo tão invisível quanto
Algo tão essencial em nossas vidas, como ar, água e comida
Algo que, sem ela em nossas vidas, seria um erro enorme

Algo que se chama...



... música.

Escultura

Estava eu, hoje de manhã aqui no trabalho, numa conversa MUITO improvável com meu irmão, sobre cemitérios. Meu irmão chama-se Felipe. E cemitérios e o nome Felipe me faz lembrar MUITO do meu passado, quando ia com um amigo (praticamente um IRMÃO) no cemitério daqui.
E ficávamos horas admirando as esculturas do lugar.
E recentemente, eu tive a oportunidade de viajar pra Buenos Aires, e, como não podia deixar de ser, fui num cemitério de lá. Já nem lembro o nome, sei que é um BIG dum cemitério. Com as esculturas mais incríveis que já vi em toda minha vida.
E acho incrível como elas falam, como elas são expressivas.
E em homenagem a isso:


Calmo... momento de paz...

FALLING SNOW
The water pours its embracing arms around the stone
Decay drips from the unquiet void where the ice forms, where life ends
The stone is by the crimson flood, swallowed
The red tide beyond the ebon wound, contorted
My sacrifice bids farewell in this river of memory... a wave to end all time
Red birds escape from my wounds and return as falling snow
To sweep the landscape; a wind haunted, wings without bodies
The snow, the bitter snowfall
You wish to die in her pale arms, crystalline, to become an ode to silence
In the soul of a mountain of birds, fallen
The cascading pallor of ghostless feather
The snow has fallen and raised this white mountain on which you will die and fade away in silence
E eu me sinto bem
Como se tivesse sido levado para longe
Como se agora, minha alma estivesse em paz
Mas nada aconteceu para estar assim
Mas estou em paz...
Já posso morrer
Não há mais o que temer

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tranquilo em minha própria escuridão

DARK TRANQUILITY
To A Bitter Halt
faintly arisen / tenderly torn
dreamlike decision, unconsciously born

firm in conviction yet tempt me they can
deny me of trust and a demon I hide

a drive to be less than the fortunate
a dream in the casket of eden
crave that which you do not desire
cling tightly to your deepest fear

I rose the greatest monument
again and again
I bear the greatest treasure
of time and a word

treson spilt on the loneliest of graves
desperation dealt the losing hand again
wherein lie the purpose of the day?
Is there return in sadness?

does your ceiling differ much from mine
where we see each other
here in this light
is that pillow more than a frame
that holds the chaos fast?
now his hand a fist
gain control

silence fell and eyes now widened
filling up the strength collapsing
capable of the ending froze in the tracks
brought to a bitter halt

on the floor it seems the steps are showing
left a print just like it did in me
what has been and what will be
never care 'cause I was in between
as I said with on afoot in loneliness
you hide here in me