sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Left in loneliness

I wonder if anyone still use this shit...
Or if anyone will see this...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Happy

Chega de choradeira, não?

;)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sinto uma facada no pescoço. Riscando de um lado ao outro. E talvez, esta faca seja minha mesmo, o que é mais triste.
Me impossibilita de falar. Me impossibilita de engolir e aceitar. Afiada como uma navalha. Indo a fundo. Cada vez mais fundo. Não permite nem ao menos poder lamentar minha desgraça com lágrimas. Nem ao menos isso.
E essa faca. Essa facada... é culpa de ninguém, se não minha.

Sempre um passo atrás.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Carinhos iguais
Palavras repetidas
Falta de originalidade
Sem criatividade
Sem diferenciação
Confusão de sentimentos
Promessas vazias
Palavras vazias
Juras sem sentido
Amores eternos
Que sempre acabam
Um após o outro
Nada diferente
Os mesmos elogios
Os mesmos olhares
Tudo igual
A confusão é a mesma
O sentimento é parecido

Mas não de minha parte.
Sei o que sinto.
Sei o que quero.
A verdade não é agradável.
Não sou agradável.
Cheguei o auge de algo
E no poço de algo.

E o que construí com esforço e dedicação
Se quebra e acaba em menos de uma hora.

Mas eu não quero ver um drama repetido.
Um Vale A Pena Ver De Novo masoquista.
Eu quero paz.
Eu quero o amor.
Eu quero o carinho no cabelo
Que faz meu coração bater mais devagar
Acalmando meu ser
Acompanhado de um sorriso sincero
E de um elogio que seja só meu
E não repetição de algo que já foi
Que não deveria ser mais.

Morri um pouco mais hoje.
Mas de morte em morte, vou vivendo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Algumas pessoas (maioria) tendem a correr atrás das coisas/pessoas, quando tudo está desmoronando.
Eu mesmo já fiz muito isso. Fiz MUITO MESMO. E com esses erros, aprendi muita coisa.
E corri muito atrás do que eu realmente acreditava. Mas talvez, eu tenha me tornado mais inconstante do que imaginam. E eis que algumas coisas mudaram ao meu ponto de vista.
Claro que aquele aperto no peito, o coração acelerado por conta de algumas coisas, não vai mudar.
Mas chega uma hora na vida das pessoas, que elas tem que parar de dar murro em ponta de faca. E minhas mãos estão machucadas demais para continuar insistindo. Pois eu tentei. Tentei, insisti, me ceguei e fiz que não estava vendo nada. Mas sangrei demais já.

Depois do que eu vivi e sobrevivi, muitas pessoas me procuram para saber o que devem fazer com suas vidas amorosas. E mais recentemente, alguém veio me "pedir socorro", porque uma garota está mexendo com ele, talvez até o fazendo de bobo.
O conselho que dei a ele, serva para mim e para todos:

"Quando alguém que realmente valha a pena tuas lágrimas surgir, ela te dará toda atenção do mundo. Vai querer saber como você está. Ficara ligada à você. E se essa outra menina está te fazendo de bobo, desmerecendo todo seu carinho, amor e atenção, é sinal que ela não te quer. Ou se quer e não demonstra, será tarde demais quando não tiver mais você à disposição."

Atenção. É só o que as pessoas precisam. Garotos, garotas, homens, mulheres, animais... atenção.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Humano

Com uma música de adeus, penso em me despedir
Mas me despedir de quem?
E se assim for... para onde ir depois?
E o que fazer?
Sinto... como se eu não fosse nada. Que poderia ser apenas um pensamento. Um sonho na cabeça de alguém. E como eu gostaria de ser. Que nada fosse real. Que eu pudesse deixar de existir no momento em que este alguém acorde.
Mas sou carne, sou ossos, pensamentos e desejos. Mas não sinto alma ou vida. Apenas... "vida".
Eu sou humano. Eu sou um acúmulo de situações e fatos. Histórias. Passado. Fatos. Momentos. 25 anos é tão pouco tempo, e parece que já foi tanto tempo...
Eu sei que não sou das pessoas deste planeta, a melhor.
Não sou o melhor amigo. Não sou o melhor namorado. O melhor amante. O melhor ouvinte. Nem o melhor músico. Não sou alguém de destaque. Então, logo sou o que sempre abominei.
Apenas mais um.
Um qualquer... com ideias e ideais que não levam a nada. Não servem pra nada.
Mas eu tento. Eu insisto. Eu luto e as vezes, reluto. Porém, me sinto de luto.

Eu gostaria tanto de ter o poder de mudar o mundo. Talvez, nem o mundo fosse preciso. Mas a minha vida e as coisas ao redor dela. A minha, a sua, a dela e a dele.
Porque a sensação que tenho, é de nadar, remar e tentar subir uma correnteza, que não permite outro caminho, se não este.
É um pouco deprimente. Triste, até. Mas não... Apenas acho que é.
Eu não posso dizer que não tentei e não tento. Eu tento. Mas as diferenças entre os universos são gigantescas. Os sóis não iluminam da mesma forma e não tem o mesmo significado. E apesar de sermos humanos, somos completamente diferentes. O tempo, os séculos mudaram nossas formas e vidas. Deixamos de sermos girinos nadando para lá e para cá, num mundinho pequeno e promissor. Nos tornamos humanos evoluídos e pensantes. Cheios de idéias, objetivos, metas. Cheios de críticas, desejos e frustrações. Tristes e desapontados. Porque envelhecemos. Porque vimos. Vivemos. E somos apenas um resquício de um sonho. Sonho de que a vida seria perfeita. Seria melhor. Seria tudo, menos o que é.
E quando nos perguntam sobre nossos passados, tendemos a dizer que não nos arrependemos do que fizemos. Mas quando nos perguntam sobre nosso presente, não exitamos em dizer que está horrível. E me pergunto se este presente um dia será um bom passado. Não vejo como.
Mas não desisti. A minha luta não chegou ao fim. Eu não me mantive em pé, nadando contra a tal correnteza e tudo mais, para soltar os braços e me deixar ir.

As vezes, acho que somos apenas sonhos
Num momento em que vazamos os sonhos e nos tornamos reais por um momento
Ainda que não tenhamos deixado de sermos sonhos.

Mas me sinto derrotado. Esquecido e derrotado. Cada vez mais derrotado.
A vida me faz sentir assim. Os fatos da vida. As pessoas da minha vida. Meus pensamentos bloqueados e meus desejos simplesmente assassinados. Não sou permitido pensar. Não sou sequer, eu mesmo mais. Tenho medos. Tenho receios. Como uma criança que urina na cama, assustada e envergonhada.
Quero esconder meu rosto e meus sonhos. Pois cada vez mais, parecem ser tão ridículos quanto toda a vida no mundo em que vivemos. Nesse mundo sujo, errado, hipócrita, que machuca. Afasta. Inibe. Posterga. Me cega.
Seria simples e fácil apenas dizer "Está tudo errado." E é fácil. Mas enxergar o que e porque está errado não é tão simples. Mas era melhor assim, quando eu não sabia.
Era melhor quando não sabia de nada. Quando era mais ignorante. Quando entendia menos. Porque de fato, sabedoria parece trazer tristeza. E não sei se foi uma boa troca. Minha burrice e felicidade por conhecimento e tristeza.
Triste, sim. No mais puro sentido da palavra. Triste, falho, errado, vazio, acabado e inerte. Até mesmo todas estas palavras são mortas. Porque não farão diferença alguma no mundo. No meu mundo. No seu mundo. Então, adianta falar? Adianta pensar? Adianta gritar, permitir que a alma grite e machuque meu peito? E ter uma última centelha de algum tipo de esperança?

Custo a acreditar na verdade... quero acreditar o contrário. E fazer ser verdade.
Mas não...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não há paz

Não há...



Simplesmente, não...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Refúgio

A decepção.
A frustração.
Tanto falo em não dar importância.
Em ter prioridades.
E eu mesmo, caio nessa desgraça.



Adoraria poder sentir tua voz vibrar em meus ouvidos, fechar os olhos e sentir a presença, e em um leve sono, dormir. Não em paz, pois sei que é algo que nunca estará presente entre nós. Mas não é uma vida pacata e cheia de paz que almejo.
Mas era só o que queria. Me esconder atrás de seus cabelos.
Em silêncio, dizer tudo necessário e dormir.

Meu vício ainda vai me matar.......

Himmelsrandt - Traum(a)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mccandless

Aprendi algumas coisas com Mccandless. Li muito a seu respeito. Estudei. Procurei entender. E procurei entender o meu fascínio pela sua história. E quando soube mais a seu respeito, a admiração mágica tornou-se apenas um mero fato da vida.
Alexander Supertramp foi uma figura venerada, pela atitude de sumir da sociedade. Mas Christopher Mccandless foi imprudente e arrogante, em sua atitude de enfrentar a natureza, da forma como bem entendera. Tendo plena certeza de suas ações.
Trago um pouco disso comigo. De forma mais coesa, sincera e madura.
Confesso estar cada vez mais apagado e desapegado às pessoas. Erroneamente deposito confiança em algumas pessoas, ainda achando que há algo em troca. Não sou lá um dos seres mais altruístas que há na Terra. Não sou perfeito e admito, sem temor.
Penso que sonhei por tempo demais. E quando pareceu ser hora de acordar e realizar alguns feitos... simplesmente, vi-me enganado por indecisões. Antes, costumavam ser minhas. Mas hoje, não pertencem a mim.
Entendo inconstância. Todos somos um pouco. Eu, mais do que deveria. Isso fere outros. Fere a nós mesmos. Fere. E feriu.
Recebi um e-mail de uma antiga amiga. Uma grande amiga, que virá a falecer dois dias antes de mim. Não se explica.
Fez-me rir e pensar mais um pouco nos rumos tomados, até aqui. Como o incerto, tornou-se o certo para nós dois. Distantes, fisicamente e espiritualmente. No entanto, somos "felizes". Mais ainda, no que diz respeito à nossa relação.
E pude ver melhor, agora, toda esta situação. E senti nojo de mim. Acarretando em mais um afastamento.
Claro, algumas poucas pessoas sabem. Recebem notícias. Até mesmo Mccandless, que queria total exílio, ainda mantinha certo contato com algumas pessoas. Tenho meus Waynes espalhados pelo mundo.
Mas eu cansei de procurar. Fui a vida toda, inferior, por me fazer ser. Não por achar, por querer ser. Mas simplesmente, o era. E vi amigos tirando proveito disso. Logo, não posso chamá-los de amigos.
Vi algumas pessoas me darem certezas de algumas coisas, drasticamente mudando suas opiniões pouco tempo depois, sem se importar com a minha.

É provável que eu me arrependa, daqui pouco tempo, de ter feito este post. Mas não irei apagá-lo.
Deixei inúmeras pegadas. Pistas. Trilhas a serem seguidas. Mas o descaso das pessoas que cresci tendo como amigos, amigas, pessoas importantes, simplesmente faz-me ser um fantasma ao olhar desses.
Não posso mais falar. Não quero mais falar. Me calo e guardo para mim, o que houver de acontecer daqui pra frente. Até fim de Junho, começo de Julho. Quem sabe.
Eu não teria a audácia de me confinar numa carcaça de um ônibus velho. Não conseguiria ser tão egoísta e só pensar em mim. No que eu quero, no que eu preciso fazer, no que é melhor para mim. Deixo de viver pelos outros. Mas egoísmo é algo que, por sorte, não carrego comigo.
São 04:45 da manhã. Eu não consigo dormir há semanas. Planejei muitas coisas, que no decorrer dos dias, parece ficar cada vez mais apagado. E cada vez mais, sinto minha alma igualmente apagada.

Não é simplesmente arriscar e tentar. Estou tentando. E com isso, estou arriscando. Sei do perigo. E não vou fugir disso. Eu vou até o fim com a única coisa que eu realmente quero. Da única certeza que tenho.
E se dependesse apenas de mim... ah... se dependesse apenas de mim...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O tempo.
Quanto tempo levou pra eu apreciar o tempo.
O tempo que passa rápido em alguns momentos.
O tempo que demora milênios para passar.
O tempo, que alguns poucos anos pareceram séculos de uma vida espinhosa.

Certa vez, um amigo me disse: "Você não acha que esse tempo todo que passou, foi um preparo para o momento definitivo em que finalmente, irá dar certo? O tempo necessário para que as idéias em suas cabeças se acertem, e a intersecção de suas almas aconteça?"
Não quis acreditar. Não quis criar esperanças. A vida já havia sido dolorosa demais, antes daquele ponto. Mas então, o tal tempo, com o tempo, me mostrou certas coisas. Me trouxe certas coisas. Físicas e espirituais. E vi que aquele velho e antigo sonho, que foi sim, iniciado de maneira tortuosa, poderia se endireitar. Não de uma maneira fácil e simples. Isso iria requerer muito de mim.
Mas, neste ponto da minha vida, esperar já não cabe mais em mim. Ser PACIENTE, sim, é um pouco necessário. As coisas não acontecem nem se resolvem de uma hora para outra. Mas o tempo de mostrar o que é verdadeiro, chegou.
E eu não mais esconderei a verdade, atrás de receios e correntes. Minha vida não é esta que estou vivendo aqui. Dias e noites pendurado em frente ao computador. Fins de semana saindo, buscando me anestesiar da verdade que se passa aqui. Tentando me cegar e não enxergar onde estou.
A hora de ir para longe... para fazer minha vida, afinal... e correr atrás do que realmente é importante e necessário, é agora.

"É necessário que algumas coisas acabem, para que novas possam acontecer."


E sei o quanto serei julgado e desprezado pelas atitudes a serem tomadas. Mas cabe somente a mim dizer se é certo ou errado o que faço.
E o que eu quero, me quer. E é isso que fará desta vida, ter um significado. Não uma pessoa. Uma alma. Mas toda uma forma de viver. Os aprendizados, as conversas, os sorrisos e lágrimas necessárias.

"Olha. Eu me comprometo com você."





E eu nunca deixei de estar

terça-feira, 24 de abril de 2012

Frio

Sinto o frio gelando meus pés
As pontas dos dedos de minhas mãos, rígidas
A pele de meu rosto chega a doer
A fina camisa de mangas compridas não me esquenta

Eu me sinto quase como um inglês
Usando esse gorro de lã, bem quente
Porém, o chinelo estilo Havaianas contradiz com isso
As roupas não condizem com o momento
E no entanto, me sinto vivo
Algo me reanimou hoje.

Mesmo já sendo 01:50, não tenho sono
Até o tenho. Mas ansiedade não deixa que me leve
Deito meu corpo, cansado e dolorido
Encosto minha cabeça e fecho os olhos
Mas não paro de ver coisas
De ver rostos. De ouvir vozes. De sentir aromas.
Vivo! Me sinto vivo de novo!
E lembrei-me porque havia me zumbificado

Porque a vida, a minha vida, a minha verdade aqui
Dói
Não me agrada e não me faz ser alguém bem ou feliz
Bem para eu mesmo, para os outros.

O frio me toma. Faz-me tremer, em pequenos espasmos

A pele arrepia, os pelos arrepiam
E sozinho, sinto-me acompanhado. Como pode?
Quem eu me tornei, no longo do anos?
E já fazem anos!

Um fino cobertor não deveria ser capaz de bloquear este frio

Não seria capaz de aquecer um corpo
Que diria então, um edredom

Mas aqueceu. Acolheu. Escondeu. Foi teu e permaneceu.


As palavras voltaram a fazer sentido.
De repente, tudo pareceu fazer sentido.
O frio trouxe sentido?
Trouxe minha verdade longínqua, que tanto falo?
Sei que pontos de interrogação surgirão em muitas cabeças

Mas o que importa, é o que está surgindo em minha.

Uma reticências.
Pois isto, não acabou.

E um ponto final não existirá.

O frio...
Nunca o frio me aqueceu tão agradavelmente.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não pode estar certo

Como se fosse um medo bobo.
Um medo infantil.
Novos temores, mas por motivos antigos.
Rostos inapagáveis.
Todas as manhãs do mundo e todos os dias em que o sol nasce
E sua luz bate em minha janela
Me trazem recordações de uma vida que talvez fosse melhor eu não ter conhecido

Como ter passado a vida toda acostumado a um sabor amargo
Num dia, conhecer o sabor doce da vida
E subitamente, ter tudo que me foi apresentado, arrancado de mim
Inconformismo fala mais alto que minha razão
Palavras de conforto se fazem desnecessárias

Eu não estou no lugar certo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Venda-se!

Terno e gravata, ou tênis e barro?
Pessoas andam para cima e para baixo com suas maletinhas, com seus trabalhos apertados e sofridos.
Desejam ter suas riquezas. Sucesso acima de tudo. Ter a grana pra torrar no fim de semana. Em seus carros. Em suas casas luxuosas.
Se matam e matam seus seres interiores, em troca de ser alguém notável e grande, dentro da sociedade.
Pequenas pessoas tornam-se bonecos nas mãos dos gananciosos, que querem poder acima de qualquer coisa, a qualquer custo.
Boas almas acabam sendo corrompidas, acreditando estarem fazendo algo em prol de algo bom. Boas almas, que não são poluídas como a de muitas pessoas que já estão nessa vida. Que há muito tempo, já tiveram as suas almas, também, corrompidas. Ou mesmo, em algum casos, já nasceram dessa forma.
Sacrifícios para ter uma vida. Para ter o que comer.
Ao meu ver, isso é o mesmo que tornar-se um mendigo, comer papel higiênico usado e beber água que fica no fundo dos sacos de lixo.
É triste ver como ideais e valores são vendidos, deixados de lado, para atender a outros chamados da vida. Trabalhos.
Não me confunda com um anarquista ou socialista. Não estou dizendo que as pessoas não deviam trabalhar. Mas está tudo ficando podre demais para a minha cabeça.

Eu sinto como se fosse uma lâmpada acesa, no meio de uma caverna. E vejo toda a escuridão ao meu redor querendo me apagar. E tornar-me mais uma lâmpada apagada nessa caverna, que se chama Sociedade.
Esse mundo que vivemos.
E eu não quero ser mais uma lâmpada apagada, nessa caverna que vivemos.
E infelizmente... eu sinto cada vez mais... que
minha luz está se apagando.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Frustrado...

De repente, alguém me lembrou que eu tinha um blog.
Um canto cheio de poesias, palavras de mudanças, ideais para se apoiar e tantas coisas assim para ajudar a quem se interessasse.
Mas depois... eu parei. Por quê?
Por que eu parei com os posts? Por que parei com todos os pensamentos positivos e todas as coisas belas e tocantes que aqui postava?

Porque não há motivos para isso.

Vejo tanta gente procurando tornar-se independente, mas a um nível absurdo, que simplesmente, o que outros sentem, torna-se banal. Pois o que importa, é você, não é? Sou eu, não é?

Vejo crianças fazendo tantas juras de amor. Vejo crianças reclamando dos seus problemas amorosos. Se dizendo serem coisas que não são. Que por lei nenhuma do universo, poderiam ser.
E por que as pessoas costumam querer serem iguais a outras? Sempre precisando se mostrarem mais maduras que outras, mais capazes?
Isso me frustra.
E o que mais me deixa mal... é

o fato de que tal frustração, é culpa minha. Única e exclusivamente minha. Pois frustração é quando você espera algo de alguém, que nunca lhe prometeu nada. Quando você cria expectativas sobre alguém, que nunca disse que as cumpriria.
Amigos... amigas... conhecidos... gente......
Gente... pessoas.........

Por mais que pareçam diferentes...... interessantes, inteligentes, únicas...

Não passam de gente.

E gente...























... gente me decepciona demais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012

O ano da verdade.

Sem mais.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cada segundo

Quem dita as regras do mundo em que vivemos?
Da sociedade que seguimos?
Da cidade em que moramos?

Quem diz que as coisas tem que ser como são, e não podem ser diferentes?

E quem disse que pensar dessa forma é ser revolucionário?

Por que as pessoas se preocupam tanto em ser diferentes?
Por que elas procuram tanto se destacarem e fazer uma diferença enorme?

Porque é a regra do mundo de hoje.
Ser um ser humano no planeta, não basta. Precisa ser maior. Ser grande! Ser amado e aclamado!

Não basta sorrir. Não basta viver. Não basta estar bem consigo mesmo.
Elas precisam estar por cima de outras pessoas! Precisam apontar para certos indivíduos e dizer "Sou melhor que você!"

Passei um fim de semana e um feriado tão maravilhosamente gostoso! E tudo que fiz, foi me cansar, causar uma dor monstruosa em mim mesmo e ouvir o barulho da chuva, ao lado de uma pessoa que não é de falar muitas palavras, e que nem precisa.
Ri das coisas mais bestas e sem importância, mas ri. Observei folhas sendo levadas pelo vento. Chorei por tocar uma música que mexe muito comigo.
Cada segundo desses dias, tem uma importância magnífica para mim. Pois faz parte da minha vida! Está sendo escrito no prontuário da minha vida. E me pergunto quais são os valores das pessoas hoje.
Mostrar o que tem, o que podem, o que fazem, o que são. Sempre mostrar, mostrar e mostrar. Não podem fazer algo, ser algo, sem mostrar para todo mundo.

Eu já fui muito errado, com relação a isso, admito. E MUITO errado. Mas hoje, não compartilhando mais daquele pensamento passado, vejo, entendo e não entendo qual a necessidade das pessoas de se sentirem maiores. De sempre precisarem provar para si mesmas que elas são melhores que outras pessoas.

Sem perceber, que com isso, desperdiçam tanto tempo de suas vidas, deixando de viverem coisas únicas. Pois sabemos que não existe um momento igual ao outro. Todo momento é único.

Cada segundo não tem volta.

Tem gente que se vicia em pessimismo.
Tem gente que se vicia em consumismo.
Tem gente que se vicia em filmes/livros de auto-ajuda.
Tem gente que se vicia em drogas.
Tem gente que se vicia em ser orgulhoso(a).

Mas não sabem que tudo em excesso, é prejudicial.
Aliás, até sabem. Mas não querem enxergar.

Cada segundo, meus amigos...
Cada segundo, não tem volta.





Cada segundo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O poder das palavras

Eu me pego pensando inúmeras vezes ao dia, se devo dizer coisas que surgem na minha cabeça.
Me questiono se estou correto ou se estou errado naquilo que estou pensando e concluindo um pensamento. E então, eu lembro do quanto já sofri por temer. Do quanto eu me consumi, por não querer expor o que se passa.
Pois nem mesmo agora quero expor mais do que eu posso. A questão é que eu não tenho mais medo de que me vejam. Que saibam.
Não faço questão que saibam. Mas se souberem, não sofrerei com isso.

Algumas pessoas acham que podem falar o que quiser, na hora que quiser, para quem quiser. Como se fossem donas de toda e qualquer razão.

E sempre achei que eu era uma pessoa estranha, por não me ver assim. Por ter sempre o silêncio ao meu lado, evitando de falar qualquer coisa indevida. Ou fazer qualquer coisa indevida.

Mas eu falei.
E eu fiz.

Consequências de atitudes erradas. Inconsequente. Irresponsável.

Fui o que eu tinha medo de ser, quando era criança.
Sou o que eu admirava demais, quando era criança.
Minha felicidade consiste em coisas mais do que simples. São coisas até bobas. Mas que são capazes de me fazer sorrir.
Me fazem ser capaz de retribuir cada gesto e sorriso gerado.
Tem horas que parece que minha alma foi lavada, assim como quando se lava uma roupa toda suja de barro.
Era tanta coisa... tanta coisa impregnada em mim, que eu não conseguia desvincular... desfazer... e com o tempo, tudo isso foi embora. E rancor... mágoa... tristezas... simplesmente, deixaram de existir.
Eu sempre achei que eu era uma pessoa má. Que sentimentos assim nunca me deixariam. Como se eu os cultivasse. E não tinha esperança de melhora.

Mas algumas coisas aconteceram... e eis-me aqui. Desta forma. Deste modo.
Sendo algo que eu quase desconheço. Pois nunca me reconheci dessa forma. Capaz de dizer mil palavras, num único olhar.

E embora ainda tenha vontade de "fugir" para Machu Picchu, ou de ter um casal de furões, o que trago comigo são coisas boas.
O tanto que sangrei e suei nos meses que se passaram, eu não imaginava ser capaz de sobreviver. Mas aqui estou. E tendo vivido isso, só penso em uma coisa:

Ir além.
Ir em frente.
Seguir meu caminho.


Meu coração e minha alma sorriem.
Sinto-me bem, afinal.

Encontrei a paz que tanto procurei na vida. Ao menos, um pedacinho dela.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

31 dias


Quanto vale um dia?
O que se pode fazer em uma hora?
Quanto tempo dura uma música?

O que você precisa para ser feliz, necessita de quanto tempo?
Aquilo que realmente te faz feliz, vem daqui a quanto tempo?
O que é o tempo para você?


Aprendi com o tempo, que o tal tempo é senhor de tudo.
Que tempo passa rápido quando é bom
Que tempo passa devagar quando é ruim
E que o tempo passa como precisa passar

Uma nova vida pode surgir em pouco tempo
Uma nova vida pode começar depois de nove meses
Uma vida pode acabar em segundos
E seria possível uma vida começar depois de 24 anos?

Não seria. É.

Ontem, dia 16 de outubro de 2011, fez-se um mês, oficialmente, de que algo maravilhoso aconteceu em minha vida.
Mas na verdade mesmo, já acontecia antes.

Eu dizia que um relacionamento real, carece de dois indivíduos que sejam completos, para que ao se juntarem, integrem-se um ao outro. E não COMPLETEM-SE.
Bem... levou meses para eu me completar. Meses que pareceram uma eternidade. Mas por fim, cheguei onde jamais imaginava ser capaz.

E nessa nova jornada, surgiu alguém. Alguém que eu não imaginava que estaria ao meu lado um dia.
Alguém que estava ali. Que sabia. Que via. E que não se aproveitou das minhas fraquezas. Ela as aceitou.
Que não usou a fúria das minhas feridas. Ela as curou.
Que não usou dos meus medos para me prender. Ela os entendeu e me ajudou.
Que enxugou minhas lágrimas, não para se aproximar de mim. Mas porque se importava. Porque se importa.
Alguém com um passado tão marcado quanto o meu.
Alguém que veio do mesmo lugar que eu.
Dona de um sorriso tão sincero e verdadeiro, que não pode ser comprado com presentes ou dinheiro.
Seu olhar diz-me mil páginas de um livro que eu desconhecia, chamado: Felicidade.
Não que antes eu não tenha estado feliz. Claro que já havia.
Mas isto é diferente. É mais do que sincero, é mais do que simples. É forte. É novo. É imenso e maravilhoso. É algo que eu não imaginava ser capaz de sentir. E esta pequena garotinha mostrou-me todo um novo mundo.

Eu tinha planos de seguir viagem sozinho.

Hoje, eu tenho planos de me casar.

As pessoas mudam. Todos podem mudar. Eu acredito que qualquer um seja capaz de mudar, sempre procurando ser alguém melhor.
E eu só quero o melhor para minha e sua vida.

Para nossa vida.


Feliz um mês de namoro, Luciana.

Eu te amo!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Idiota idealização


Muitos anos depois, pude olhar por um ângulo diferente do que sempre vi.
Do que eu sempre quis ver. E não quis ver diferente.
Pois por muitos anos, idealizei alguém que não era o que eu me recordava ser.

Não que isso seja culpa tua. Ou que isso seja errado. Simplesmente, não era a pessoa que me lembrava ser.
Foi preciso que eu errasse muito e muitas vezes. Eu precisava lutar ao máximo. Dar todo meu sangue, meu esforço, até tudo se esgotar. Até já não haver mais forças em mim. Foi preciso.
Para eu perceber o quanto minha atenção era desprezada.
O quanto meu interesse era ignorado.

E o quanto minha companhia já não era mais necessária.
Idealizava uma pessoa carinhosa. Atenciosa.
Mas levou muito tempo para eu entender que aquilo... aquilo não era real.
Era o que havia em minha mente. O que eu imaginava ser.
Mas eu me esgotei. Eu me acabei. E me entreguei.

Aos poucos, com o passar do tempo, fui me reconquistando, para que eu me aceitasse como eu sou.
Fui me reconstruindo, para ser alguém novamente.
Precisei de muito mais esforço ainda para voltar a ser eu novamente.

E então, quando eu não podia imaginar, um sorriso surgiu.
E não me refiro ao meu. Mas ao teu.
Quando você apareceu, rindo freneticamente, demonstrando seu nervosismo por estar falando comigo. Nervosismo que compartilhei com você.
Sem me prometer nada, sem me trazer nada, além da sua companhia, sua humildade, atenção e sinceridade... você apareceu.
E sem mover montanhas, sem fazer declarações Hollywoodianas ou dando para mim, mais do que curtos beijos, você me fez ver algo diferente.

Entre tantos olhares... tantos olhares perdidos... inclusive o meu... perdido ao lado de alguém, esperando o de outra pessoa... o teu me chamava a atenção. E eu não entendia o motivo. Não conseguia explicar para mim mesmo a razão de errar meus passos, embramar meus pensamentos e suar minhas mãos, quando via teu olhar. Cruzando com o meu.
Quando a rejeição vinha para mim por todos os lados... de pessoas que eu não esperava... a aceitação e compreensão, acompanhada de carinho, veio de alguém que eu também não esperava.
E junto disto, veio a sinceridade. Que de seu modo simples e encantador, abriu o livro da minha vida, fechado e trancado, tão bem trancado, que nem mesmo eu podia me lembrar do que havia ali. De quem eu era. Do que eu queria.
Um simples sorriso... um simples olhar... que não é um simples olhar... e eu sabia que não era a toa que estávamos frente a frente, finalmente.
Você se interessava pelo o que eu escrevia. E não apenas dizia "É bom.". Mas argumentava. Conversava. Dialogava. E sem que eu precisasse implorar sua atenção, ou abaixar minha cabeça, para ser aceito diante de um orgulho imbecil.

Não.

Você apenas me ouvia. Falava. Compreendíamos. E tudo fazia mais sentido a cada final de frase, em que um ponto final NUNCA era um ponto final.

Tivemos nossas músicas de nossos momentos. Nos emocionamos e compartilhamos. Compartilhamos uma felicidade mútua.
Junto de um respeito incrivelmente apaixonante. E me inspirou a buscar o melhor homem que eu posso ser. Que eu jamais fui. Que sou agora. Que você sabe.
Que você me fez ver ser capaz de ser.

Não temos uma história de anos.
Não nos conhecemos enquanto impedíamos a destruição da Terra.
Não fizemos juras de amor (até aquele momento, pelo menos).
Você não veio correndo aos meus braços, enquanto caia uma chuva ou com o por-do-sol nos acompanhando, quando nos vimos pela primeira vez.
Nosso encontro não foi nada cinematográfico.


Ele foi real.


Seus olhos, com uma leve maquiagem escura, me revelaram alguém feliz. Alguém com todo prazer do mundo em estar viva. E me contaminou com sua alegria.
Tão singelo sorriso vale mais que milhões de dólares na minha conta bancária.
Nada vale mais do que teu bem estar.

Eu não imaginava passar pelo que passei e ser o que sou hoje.
Mas imaginava menos ainda que felicidade tão grande e real existisse.

Eu cortei as plantas do meu passado. As ruins que restavam no meu jardim.
Mas hoje, eu arranco fora as raízes daquelas que insistiam em permanecerem no meu solo.

Sem rancores. Sem mágoas.
Apenas retribuo o desdenho e a indiferença que me deram de presente. Presente de grego.

Porque eu tive uma idiota idealização.
E tudo o que eu não idealizava, descobri, eu, que era tudo o que eu precisava.

Depois de quase 10 anos, sorrio de verdade. Sem medos. Sem receios. Apenas eu. Eu de verdade.



Luciana Gobo.

Encontrei minha verdade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Meu anjo

"Angel cried last night; it was something in her dreams,
Carving pictures on her bedroom wall, she wonders what it means,
But gets by inside by saying it's not real,
There's no reason to confuse myself no matter what it seems.
Angel lied last night to amputate her fears,
With no question she exhumes herself from possibilities.
Close your eyes it's fine by saying it's not real,
There's no reason to forgive myself no matter what it seems.
And if I could grow some wings I'd fly away home..."