quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não pode estar certo

Como se fosse um medo bobo.
Um medo infantil.
Novos temores, mas por motivos antigos.
Rostos inapagáveis.
Todas as manhãs do mundo e todos os dias em que o sol nasce
E sua luz bate em minha janela
Me trazem recordações de uma vida que talvez fosse melhor eu não ter conhecido

Como ter passado a vida toda acostumado a um sabor amargo
Num dia, conhecer o sabor doce da vida
E subitamente, ter tudo que me foi apresentado, arrancado de mim
Inconformismo fala mais alto que minha razão
Palavras de conforto se fazem desnecessárias

Eu não estou no lugar certo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Venda-se!

Terno e gravata, ou tênis e barro?
Pessoas andam para cima e para baixo com suas maletinhas, com seus trabalhos apertados e sofridos.
Desejam ter suas riquezas. Sucesso acima de tudo. Ter a grana pra torrar no fim de semana. Em seus carros. Em suas casas luxuosas.
Se matam e matam seus seres interiores, em troca de ser alguém notável e grande, dentro da sociedade.
Pequenas pessoas tornam-se bonecos nas mãos dos gananciosos, que querem poder acima de qualquer coisa, a qualquer custo.
Boas almas acabam sendo corrompidas, acreditando estarem fazendo algo em prol de algo bom. Boas almas, que não são poluídas como a de muitas pessoas que já estão nessa vida. Que há muito tempo, já tiveram as suas almas, também, corrompidas. Ou mesmo, em algum casos, já nasceram dessa forma.
Sacrifícios para ter uma vida. Para ter o que comer.
Ao meu ver, isso é o mesmo que tornar-se um mendigo, comer papel higiênico usado e beber água que fica no fundo dos sacos de lixo.
É triste ver como ideais e valores são vendidos, deixados de lado, para atender a outros chamados da vida. Trabalhos.
Não me confunda com um anarquista ou socialista. Não estou dizendo que as pessoas não deviam trabalhar. Mas está tudo ficando podre demais para a minha cabeça.

Eu sinto como se fosse uma lâmpada acesa, no meio de uma caverna. E vejo toda a escuridão ao meu redor querendo me apagar. E tornar-me mais uma lâmpada apagada nessa caverna, que se chama Sociedade.
Esse mundo que vivemos.
E eu não quero ser mais uma lâmpada apagada, nessa caverna que vivemos.
E infelizmente... eu sinto cada vez mais... que
minha luz está se apagando.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Frustrado...

De repente, alguém me lembrou que eu tinha um blog.
Um canto cheio de poesias, palavras de mudanças, ideais para se apoiar e tantas coisas assim para ajudar a quem se interessasse.
Mas depois... eu parei. Por quê?
Por que eu parei com os posts? Por que parei com todos os pensamentos positivos e todas as coisas belas e tocantes que aqui postava?

Porque não há motivos para isso.

Vejo tanta gente procurando tornar-se independente, mas a um nível absurdo, que simplesmente, o que outros sentem, torna-se banal. Pois o que importa, é você, não é? Sou eu, não é?

Vejo crianças fazendo tantas juras de amor. Vejo crianças reclamando dos seus problemas amorosos. Se dizendo serem coisas que não são. Que por lei nenhuma do universo, poderiam ser.
E por que as pessoas costumam querer serem iguais a outras? Sempre precisando se mostrarem mais maduras que outras, mais capazes?
Isso me frustra.
E o que mais me deixa mal... é

o fato de que tal frustração, é culpa minha. Única e exclusivamente minha. Pois frustração é quando você espera algo de alguém, que nunca lhe prometeu nada. Quando você cria expectativas sobre alguém, que nunca disse que as cumpriria.
Amigos... amigas... conhecidos... gente......
Gente... pessoas.........

Por mais que pareçam diferentes...... interessantes, inteligentes, únicas...

Não passam de gente.

E gente...























... gente me decepciona demais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012

O ano da verdade.

Sem mais.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cada segundo

Quem dita as regras do mundo em que vivemos?
Da sociedade que seguimos?
Da cidade em que moramos?

Quem diz que as coisas tem que ser como são, e não podem ser diferentes?

E quem disse que pensar dessa forma é ser revolucionário?

Por que as pessoas se preocupam tanto em ser diferentes?
Por que elas procuram tanto se destacarem e fazer uma diferença enorme?

Porque é a regra do mundo de hoje.
Ser um ser humano no planeta, não basta. Precisa ser maior. Ser grande! Ser amado e aclamado!

Não basta sorrir. Não basta viver. Não basta estar bem consigo mesmo.
Elas precisam estar por cima de outras pessoas! Precisam apontar para certos indivíduos e dizer "Sou melhor que você!"

Passei um fim de semana e um feriado tão maravilhosamente gostoso! E tudo que fiz, foi me cansar, causar uma dor monstruosa em mim mesmo e ouvir o barulho da chuva, ao lado de uma pessoa que não é de falar muitas palavras, e que nem precisa.
Ri das coisas mais bestas e sem importância, mas ri. Observei folhas sendo levadas pelo vento. Chorei por tocar uma música que mexe muito comigo.
Cada segundo desses dias, tem uma importância magnífica para mim. Pois faz parte da minha vida! Está sendo escrito no prontuário da minha vida. E me pergunto quais são os valores das pessoas hoje.
Mostrar o que tem, o que podem, o que fazem, o que são. Sempre mostrar, mostrar e mostrar. Não podem fazer algo, ser algo, sem mostrar para todo mundo.

Eu já fui muito errado, com relação a isso, admito. E MUITO errado. Mas hoje, não compartilhando mais daquele pensamento passado, vejo, entendo e não entendo qual a necessidade das pessoas de se sentirem maiores. De sempre precisarem provar para si mesmas que elas são melhores que outras pessoas.

Sem perceber, que com isso, desperdiçam tanto tempo de suas vidas, deixando de viverem coisas únicas. Pois sabemos que não existe um momento igual ao outro. Todo momento é único.

Cada segundo não tem volta.

Tem gente que se vicia em pessimismo.
Tem gente que se vicia em consumismo.
Tem gente que se vicia em filmes/livros de auto-ajuda.
Tem gente que se vicia em drogas.
Tem gente que se vicia em ser orgulhoso(a).

Mas não sabem que tudo em excesso, é prejudicial.
Aliás, até sabem. Mas não querem enxergar.

Cada segundo, meus amigos...
Cada segundo, não tem volta.





Cada segundo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O poder das palavras

Eu me pego pensando inúmeras vezes ao dia, se devo dizer coisas que surgem na minha cabeça.
Me questiono se estou correto ou se estou errado naquilo que estou pensando e concluindo um pensamento. E então, eu lembro do quanto já sofri por temer. Do quanto eu me consumi, por não querer expor o que se passa.
Pois nem mesmo agora quero expor mais do que eu posso. A questão é que eu não tenho mais medo de que me vejam. Que saibam.
Não faço questão que saibam. Mas se souberem, não sofrerei com isso.

Algumas pessoas acham que podem falar o que quiser, na hora que quiser, para quem quiser. Como se fossem donas de toda e qualquer razão.

E sempre achei que eu era uma pessoa estranha, por não me ver assim. Por ter sempre o silêncio ao meu lado, evitando de falar qualquer coisa indevida. Ou fazer qualquer coisa indevida.

Mas eu falei.
E eu fiz.

Consequências de atitudes erradas. Inconsequente. Irresponsável.

Fui o que eu tinha medo de ser, quando era criança.
Sou o que eu admirava demais, quando era criança.
Minha felicidade consiste em coisas mais do que simples. São coisas até bobas. Mas que são capazes de me fazer sorrir.
Me fazem ser capaz de retribuir cada gesto e sorriso gerado.
Tem horas que parece que minha alma foi lavada, assim como quando se lava uma roupa toda suja de barro.
Era tanta coisa... tanta coisa impregnada em mim, que eu não conseguia desvincular... desfazer... e com o tempo, tudo isso foi embora. E rancor... mágoa... tristezas... simplesmente, deixaram de existir.
Eu sempre achei que eu era uma pessoa má. Que sentimentos assim nunca me deixariam. Como se eu os cultivasse. E não tinha esperança de melhora.

Mas algumas coisas aconteceram... e eis-me aqui. Desta forma. Deste modo.
Sendo algo que eu quase desconheço. Pois nunca me reconheci dessa forma. Capaz de dizer mil palavras, num único olhar.

E embora ainda tenha vontade de "fugir" para Machu Picchu, ou de ter um casal de furões, o que trago comigo são coisas boas.
O tanto que sangrei e suei nos meses que se passaram, eu não imaginava ser capaz de sobreviver. Mas aqui estou. E tendo vivido isso, só penso em uma coisa:

Ir além.
Ir em frente.
Seguir meu caminho.


Meu coração e minha alma sorriem.
Sinto-me bem, afinal.

Encontrei a paz que tanto procurei na vida. Ao menos, um pedacinho dela.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

31 dias


Quanto vale um dia?
O que se pode fazer em uma hora?
Quanto tempo dura uma música?

O que você precisa para ser feliz, necessita de quanto tempo?
Aquilo que realmente te faz feliz, vem daqui a quanto tempo?
O que é o tempo para você?


Aprendi com o tempo, que o tal tempo é senhor de tudo.
Que tempo passa rápido quando é bom
Que tempo passa devagar quando é ruim
E que o tempo passa como precisa passar

Uma nova vida pode surgir em pouco tempo
Uma nova vida pode começar depois de nove meses
Uma vida pode acabar em segundos
E seria possível uma vida começar depois de 24 anos?

Não seria. É.

Ontem, dia 16 de outubro de 2011, fez-se um mês, oficialmente, de que algo maravilhoso aconteceu em minha vida.
Mas na verdade mesmo, já acontecia antes.

Eu dizia que um relacionamento real, carece de dois indivíduos que sejam completos, para que ao se juntarem, integrem-se um ao outro. E não COMPLETEM-SE.
Bem... levou meses para eu me completar. Meses que pareceram uma eternidade. Mas por fim, cheguei onde jamais imaginava ser capaz.

E nessa nova jornada, surgiu alguém. Alguém que eu não imaginava que estaria ao meu lado um dia.
Alguém que estava ali. Que sabia. Que via. E que não se aproveitou das minhas fraquezas. Ela as aceitou.
Que não usou a fúria das minhas feridas. Ela as curou.
Que não usou dos meus medos para me prender. Ela os entendeu e me ajudou.
Que enxugou minhas lágrimas, não para se aproximar de mim. Mas porque se importava. Porque se importa.
Alguém com um passado tão marcado quanto o meu.
Alguém que veio do mesmo lugar que eu.
Dona de um sorriso tão sincero e verdadeiro, que não pode ser comprado com presentes ou dinheiro.
Seu olhar diz-me mil páginas de um livro que eu desconhecia, chamado: Felicidade.
Não que antes eu não tenha estado feliz. Claro que já havia.
Mas isto é diferente. É mais do que sincero, é mais do que simples. É forte. É novo. É imenso e maravilhoso. É algo que eu não imaginava ser capaz de sentir. E esta pequena garotinha mostrou-me todo um novo mundo.

Eu tinha planos de seguir viagem sozinho.

Hoje, eu tenho planos de me casar.

As pessoas mudam. Todos podem mudar. Eu acredito que qualquer um seja capaz de mudar, sempre procurando ser alguém melhor.
E eu só quero o melhor para minha e sua vida.

Para nossa vida.


Feliz um mês de namoro, Luciana.

Eu te amo!