quarta-feira, 23 de maio de 2012

O tempo.
Quanto tempo levou pra eu apreciar o tempo.
O tempo que passa rápido em alguns momentos.
O tempo que demora milênios para passar.
O tempo, que alguns poucos anos pareceram séculos de uma vida espinhosa.

Certa vez, um amigo me disse: "Você não acha que esse tempo todo que passou, foi um preparo para o momento definitivo em que finalmente, irá dar certo? O tempo necessário para que as idéias em suas cabeças se acertem, e a intersecção de suas almas aconteça?"
Não quis acreditar. Não quis criar esperanças. A vida já havia sido dolorosa demais, antes daquele ponto. Mas então, o tal tempo, com o tempo, me mostrou certas coisas. Me trouxe certas coisas. Físicas e espirituais. E vi que aquele velho e antigo sonho, que foi sim, iniciado de maneira tortuosa, poderia se endireitar. Não de uma maneira fácil e simples. Isso iria requerer muito de mim.
Mas, neste ponto da minha vida, esperar já não cabe mais em mim. Ser PACIENTE, sim, é um pouco necessário. As coisas não acontecem nem se resolvem de uma hora para outra. Mas o tempo de mostrar o que é verdadeiro, chegou.
E eu não mais esconderei a verdade, atrás de receios e correntes. Minha vida não é esta que estou vivendo aqui. Dias e noites pendurado em frente ao computador. Fins de semana saindo, buscando me anestesiar da verdade que se passa aqui. Tentando me cegar e não enxergar onde estou.
A hora de ir para longe... para fazer minha vida, afinal... e correr atrás do que realmente é importante e necessário, é agora.

"É necessário que algumas coisas acabem, para que novas possam acontecer."


E sei o quanto serei julgado e desprezado pelas atitudes a serem tomadas. Mas cabe somente a mim dizer se é certo ou errado o que faço.
E o que eu quero, me quer. E é isso que fará desta vida, ter um significado. Não uma pessoa. Uma alma. Mas toda uma forma de viver. Os aprendizados, as conversas, os sorrisos e lágrimas necessárias.

"Olha. Eu me comprometo com você."





E eu nunca deixei de estar

terça-feira, 24 de abril de 2012

Frio

Sinto o frio gelando meus pés
As pontas dos dedos de minhas mãos, rígidas
A pele de meu rosto chega a doer
A fina camisa de mangas compridas não me esquenta

Eu me sinto quase como um inglês
Usando esse gorro de lã, bem quente
Porém, o chinelo estilo Havaianas contradiz com isso
As roupas não condizem com o momento
E no entanto, me sinto vivo
Algo me reanimou hoje.

Mesmo já sendo 01:50, não tenho sono
Até o tenho. Mas ansiedade não deixa que me leve
Deito meu corpo, cansado e dolorido
Encosto minha cabeça e fecho os olhos
Mas não paro de ver coisas
De ver rostos. De ouvir vozes. De sentir aromas.
Vivo! Me sinto vivo de novo!
E lembrei-me porque havia me zumbificado

Porque a vida, a minha vida, a minha verdade aqui
Dói
Não me agrada e não me faz ser alguém bem ou feliz
Bem para eu mesmo, para os outros.

O frio me toma. Faz-me tremer, em pequenos espasmos

A pele arrepia, os pelos arrepiam
E sozinho, sinto-me acompanhado. Como pode?
Quem eu me tornei, no longo do anos?
E já fazem anos!

Um fino cobertor não deveria ser capaz de bloquear este frio

Não seria capaz de aquecer um corpo
Que diria então, um edredom

Mas aqueceu. Acolheu. Escondeu. Foi teu e permaneceu.


As palavras voltaram a fazer sentido.
De repente, tudo pareceu fazer sentido.
O frio trouxe sentido?
Trouxe minha verdade longínqua, que tanto falo?
Sei que pontos de interrogação surgirão em muitas cabeças

Mas o que importa, é o que está surgindo em minha.

Uma reticências.
Pois isto, não acabou.

E um ponto final não existirá.

O frio...
Nunca o frio me aqueceu tão agradavelmente.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não pode estar certo

Como se fosse um medo bobo.
Um medo infantil.
Novos temores, mas por motivos antigos.
Rostos inapagáveis.
Todas as manhãs do mundo e todos os dias em que o sol nasce
E sua luz bate em minha janela
Me trazem recordações de uma vida que talvez fosse melhor eu não ter conhecido

Como ter passado a vida toda acostumado a um sabor amargo
Num dia, conhecer o sabor doce da vida
E subitamente, ter tudo que me foi apresentado, arrancado de mim
Inconformismo fala mais alto que minha razão
Palavras de conforto se fazem desnecessárias

Eu não estou no lugar certo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Venda-se!

Terno e gravata, ou tênis e barro?
Pessoas andam para cima e para baixo com suas maletinhas, com seus trabalhos apertados e sofridos.
Desejam ter suas riquezas. Sucesso acima de tudo. Ter a grana pra torrar no fim de semana. Em seus carros. Em suas casas luxuosas.
Se matam e matam seus seres interiores, em troca de ser alguém notável e grande, dentro da sociedade.
Pequenas pessoas tornam-se bonecos nas mãos dos gananciosos, que querem poder acima de qualquer coisa, a qualquer custo.
Boas almas acabam sendo corrompidas, acreditando estarem fazendo algo em prol de algo bom. Boas almas, que não são poluídas como a de muitas pessoas que já estão nessa vida. Que há muito tempo, já tiveram as suas almas, também, corrompidas. Ou mesmo, em algum casos, já nasceram dessa forma.
Sacrifícios para ter uma vida. Para ter o que comer.
Ao meu ver, isso é o mesmo que tornar-se um mendigo, comer papel higiênico usado e beber água que fica no fundo dos sacos de lixo.
É triste ver como ideais e valores são vendidos, deixados de lado, para atender a outros chamados da vida. Trabalhos.
Não me confunda com um anarquista ou socialista. Não estou dizendo que as pessoas não deviam trabalhar. Mas está tudo ficando podre demais para a minha cabeça.

Eu sinto como se fosse uma lâmpada acesa, no meio de uma caverna. E vejo toda a escuridão ao meu redor querendo me apagar. E tornar-me mais uma lâmpada apagada nessa caverna, que se chama Sociedade.
Esse mundo que vivemos.
E eu não quero ser mais uma lâmpada apagada, nessa caverna que vivemos.
E infelizmente... eu sinto cada vez mais... que
minha luz está se apagando.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Frustrado...

De repente, alguém me lembrou que eu tinha um blog.
Um canto cheio de poesias, palavras de mudanças, ideais para se apoiar e tantas coisas assim para ajudar a quem se interessasse.
Mas depois... eu parei. Por quê?
Por que eu parei com os posts? Por que parei com todos os pensamentos positivos e todas as coisas belas e tocantes que aqui postava?

Porque não há motivos para isso.

Vejo tanta gente procurando tornar-se independente, mas a um nível absurdo, que simplesmente, o que outros sentem, torna-se banal. Pois o que importa, é você, não é? Sou eu, não é?

Vejo crianças fazendo tantas juras de amor. Vejo crianças reclamando dos seus problemas amorosos. Se dizendo serem coisas que não são. Que por lei nenhuma do universo, poderiam ser.
E por que as pessoas costumam querer serem iguais a outras? Sempre precisando se mostrarem mais maduras que outras, mais capazes?
Isso me frustra.
E o que mais me deixa mal... é

o fato de que tal frustração, é culpa minha. Única e exclusivamente minha. Pois frustração é quando você espera algo de alguém, que nunca lhe prometeu nada. Quando você cria expectativas sobre alguém, que nunca disse que as cumpriria.
Amigos... amigas... conhecidos... gente......
Gente... pessoas.........

Por mais que pareçam diferentes...... interessantes, inteligentes, únicas...

Não passam de gente.

E gente...























... gente me decepciona demais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012

O ano da verdade.

Sem mais.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cada segundo

Quem dita as regras do mundo em que vivemos?
Da sociedade que seguimos?
Da cidade em que moramos?

Quem diz que as coisas tem que ser como são, e não podem ser diferentes?

E quem disse que pensar dessa forma é ser revolucionário?

Por que as pessoas se preocupam tanto em ser diferentes?
Por que elas procuram tanto se destacarem e fazer uma diferença enorme?

Porque é a regra do mundo de hoje.
Ser um ser humano no planeta, não basta. Precisa ser maior. Ser grande! Ser amado e aclamado!

Não basta sorrir. Não basta viver. Não basta estar bem consigo mesmo.
Elas precisam estar por cima de outras pessoas! Precisam apontar para certos indivíduos e dizer "Sou melhor que você!"

Passei um fim de semana e um feriado tão maravilhosamente gostoso! E tudo que fiz, foi me cansar, causar uma dor monstruosa em mim mesmo e ouvir o barulho da chuva, ao lado de uma pessoa que não é de falar muitas palavras, e que nem precisa.
Ri das coisas mais bestas e sem importância, mas ri. Observei folhas sendo levadas pelo vento. Chorei por tocar uma música que mexe muito comigo.
Cada segundo desses dias, tem uma importância magnífica para mim. Pois faz parte da minha vida! Está sendo escrito no prontuário da minha vida. E me pergunto quais são os valores das pessoas hoje.
Mostrar o que tem, o que podem, o que fazem, o que são. Sempre mostrar, mostrar e mostrar. Não podem fazer algo, ser algo, sem mostrar para todo mundo.

Eu já fui muito errado, com relação a isso, admito. E MUITO errado. Mas hoje, não compartilhando mais daquele pensamento passado, vejo, entendo e não entendo qual a necessidade das pessoas de se sentirem maiores. De sempre precisarem provar para si mesmas que elas são melhores que outras pessoas.

Sem perceber, que com isso, desperdiçam tanto tempo de suas vidas, deixando de viverem coisas únicas. Pois sabemos que não existe um momento igual ao outro. Todo momento é único.

Cada segundo não tem volta.

Tem gente que se vicia em pessimismo.
Tem gente que se vicia em consumismo.
Tem gente que se vicia em filmes/livros de auto-ajuda.
Tem gente que se vicia em drogas.
Tem gente que se vicia em ser orgulhoso(a).

Mas não sabem que tudo em excesso, é prejudicial.
Aliás, até sabem. Mas não querem enxergar.

Cada segundo, meus amigos...
Cada segundo, não tem volta.





Cada segundo...